| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Trochilinae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | C. largipennis |
O asa-de-sabre-cinza é uma ave apodiforme da família trochilidae. Também conhecido como asa-de-sabre.
Seu nome científico significa: do (grego) kampulos, kamptö = curvo, curvado; e -pteros, pteron = com a asa, asa; e do (latim) largus = amplo, largo; e -pennis, penna = penas da asa, penas. ⇒ (Beija-flor) com bico curvo e penas largas da asa. “Oiseau-Mouche à large tuyaux de Cayenne” de Buffon-(1770–1785), e “Broad-shafted Humming Bird” de Latham,(1783) (syn. Campylopterus largipennis).
Mede 12 cm. Espécie robusta, distinguível pela asa angulada na altura da mão devido à raque muito alargada das primárias externas, dando um aspecto de sabre. Cabeça e partes superiores verde brilhante, inclusive as retrizes centrais; pequena mancha branca pós-ocular; partes inferiores cinza-escuras uniforme; retrizes laterais azul escuro com a metade distal branca. Bico preto ligeiramente curvado; pés pretos. Fêmea semelhante ao macho, mas sem as raques das primárias alargadas.
Apresenta 4 subespécies:
Alimenta-se principalmente de carboidratos, conseguidos através do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes. Paira no ar capturando insetos.
Seu ninho tem a forma de uma tigela sólida feita de paina ou outro material macio. A parede externa é atapetada de fragmentos de folha, musgo, líquens, etc., colados firmemente com teias de aranha. O ninho é posicionado sobre um ramo ou preso a uma folha de palmeira a uma altura de aproximadamente 1 metro do solo, sempre perto de água corrente ou de uma cachoeira. Põe geralmente 2 ovos alongados e brancos. Os filhotes deixam o ninho após 22 dias, aproximadamente.
De vasta distribuição em matas de várzea, de transição, de terra firme e de galeria. É também encontrado em capoeiras, áreas abertas com árvores esparsas, chapadas e em matas secas entrecortadas por ravinas em Minas Grais. Vive solitário ou aos pares sugando o néctar das flores ou vasculhando teias de aranha para roubar os insetos capturados pela teia. Tem voo pesado e frequentam o estrato médio e inferior das florestas. Tem o hábito de pousar em ramos abertos e visíveis. Os machos podem se reunir em grupos de 2 a 4 para cantar.
Voz: Forte “ohé” ( alarme ); canto bastante fraseado. As raques das primárias externas das asas alargadas, possivelmente são adaptações para produção de sons durante o voo ( música instrumental ).
R ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Ocorre das Guianas ao Equador, Bolívia e Brasil no Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Minas Gerais ( Diamantina, Grão Mogol, Serra do Caraça ), onde é encontrado a subespécie Campylopterus largipennis. diamantinensis.
Status de conservação: LC ( IUCN ); Appendix II ( CITES ).